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Empreendedor
Ex-bóia-fria vira milionário

João Pinto Ribeiro, empresário

EMPREENDEDORISMO
Ele começou a sonhar com a enxada na mão

20/05/08

Ele nasceu pobre, no interior. No campo, trabalhou duro como bóia-fria.
Mesmo analfabeto, resolveu encarar o desafio de tentar fazer a vida na cidade grande. Na capital mineira, enfrentou novos desafios! Trabalhou até como carregador. Foi vendedor ambulante, trocador de ônibus e chegou a motorista táxi. Quando tirou a carteira, ainda nem sabia escrever. Mas quando descobriu que ele também podia aprender, as coisas começaram a mudar na vida dele. Surgiu então o primeiro negócio, o Supletivo Visão, há 39 anos. A escola começou com 11 alunos e chegou a ultrapassar os quatro mil.

Outro grande negócio que ele montou, e em outro setor, foi o Hotel Tauá, que se tornou o maior centro de convenções de Minas Gerais. A determinação para enfrentar desafios, e trabalhar muito, tornou-o um profissional de sucesso. Essa é a história resumida do empresário João Pinto Ribeiro, que esteve no estúdio nessa edição.

Já no início da entrevista, João Ribeiro se lembrou dos tempos de infância, quando ainda morava e já trabalhava na roça. “Onde nasci não havia energia elétrica, água canalizada, as condições de vida eram muito primárias. Não tinha rodovias, tínhamos que andar só a pé ou a cavalo. Comecei a trabalhar com sete anos de idade e fui até os 15 na roça, com muita dificuldade, de sol a sol”, recorda.

Aos quase 16 anos, o menino resolveu tentar uma vida melhor na cidade grande, e foi para Belo Horizonte. Começou a vida na capital como vendedor ambulante. Depois, tornou-se camelô no centro da cidade. “Mas depois de algumas dificuldades, até preso fui quando era camelô, me tornei trocador de ônibus. Foi quando as coisas começaram a engrenar na minha vida”, conta. Quando trabalhou como trocador, o sonho de Ribeiro era ser motorista de ônibus. “Eu via que os motoristas eram muito valorizados e o trocador não. Então quis me tornar motorista de ônibus. Quando estava para completar 18 anos, decidi tirar carteira de motorista, não sabia que precisava saber ler e escrever para tirar carteira. Foi um choque grande, e imaginei que nunca poderia ser motorista de ônibus. Além disso, não tinha coragem de falar para ninguém que eu não sabia ler e escrever. Então, acabei contando para a minha irmã, que em seguida começou a me ensinar, e rapidinho aprendi”, diz. Ao tirar carteira, João descobriu que precisaria ter pelo menos dois anos de carteira para ter licença para dirigir ônibus. Ansioso, acabou se tornando motorista de táxi.

João Pinto Ribeiro sempre gostou de ajudar as pessoas e, quando aprendeu a ler e a escrever, começou a ensinar outras pessoas que não sabiam. “A princípio, era apenas uma vontade de ajudar, mas as pessoas queriam me pagar”, afirma. Foi então que João vislumbrou o primeiro negócio: o Supletivo Visão. “Decidi alugar um salão e marquei para começar as aulas no dia 02 janeiro do ano. Eram três turnos de aula, mas no dia da inauguração das aulas, havia apenas 11”, lembra. Nessas condições, era impossível para o empreendedor começar o negócio. “Eu fiz o seguinte:
Escrevi uma carta aos alunos dizendo que, por determinação do governo, as aulas começariam apenas no dia 20 de janeiro. Mandei fazer uns papéis para divulgar a escola, fui de porta em porta, no comércio, conversei com cada pessoa, e, para a minha surpresa, no dia da inauguração, já não havia mais lugares vagos nas turmas”, conta entusiasmado. Segundo o empresário, talento é bom, mas o diferencial de um profissional de sucesso é o esforço, a determinação, a persistência, a vontade de lutar sem desistir na primeira encruzilhada.

João conta que sempre foi muito dinâmico e ansioso para conhecer coisas novas, e essa ansiedade também deu origem a novos negócios, em setores diferentes. A oportunidade surgiu depois que ele comprou um sítio para a família. “A maioria das pessoas, quando começa a estabilizar nos negócios, acaba comprando um sítio ou uma casa de praia. No meu caso, acabei construindo um sítio perto de Belo Horizonte. Mas as despesas daquilo começaram a ser grandes demais. Como não gosto de gastar, gosto de ganhar. Então comecei a alugar o espaço, a fazer mais quartos, e o local tornou-se um pequeno hotel. Mas deixar aquele negócio pequeno não funcionaria. Logo, aumentei o hotel, que hoje tem o nome de Tauá”, relembra. O Tauá é o maior hotel do estado de Minas Gerais, oferece 40 salões para reuniões empresariais, e com toda infra-estrutura para o lazer, com 250 apartamentos.

“Uma das grandes dificuldades, quando fizemos o hotel, era que ele ficava lotado no final de semana, mas durante a semana, ficava sempre vazio. Tivemos que ser criativos e criar espaços e clientes para os dias da semana”, afirma. Quando decidiu investir no crescimento do Tauá, João Ribeiro percebeu que o segmento corporativo poderia demandar um trabalho que justificaria todo o investimento. “Na época, percebemos que as grandes organizações estavam preferindo sair da empresa para treinar os funcionários e fazer determinadas reuniões em hotéis. Mas dentro das grandes cidades, era muito barulho, muito movimento. Então percebemos que montar um centro de convenções fora da grande cidade, mas há apenas 45 quilômetros dela, e no meio da mata, seria mais tranqüilo, e o resultado dos trabalhos das organizações poderia ser melhor”, diz. Assim aconteceu. As grandes empresas começaram a aderir à idéia e hoje o centro de convenções do Tauá tem movimento todos os dias da semana.

João Pinto Ribeiro revelou ao MESA DE NEGÓCIOS qual foi o momento mais difícil da trajetória profissional, em que ele pensou até mesmo em desistir de tudo. Segundo o empresário, o mais difícil foi quando, em ambos os negócios, ele teve momentos em que a despesa tornou-se bem maior que a receita. “São momentos em que você tem que tirar do próprio bolso para conseguir manter o negócio, e com pouca perspectiva”, alega. Mas, apesar de todas as dificuldades e sacrifícios que ele teve que fazer para não deixar os negócios irem por água abaixo, ele garante que valeu a pena. “Temos que tentar de todas as maneiras e não desistir nunca”, acredita.

 

Foto: Mariana Neto

Por: Programa Mesa de Negócios
 
 
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