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Liderança
A marca do líder

Cristiano Lanna, empresário

CULTURA DA EMPRESA

Líder deixa marcas na cultura da empresa e na gestão das pessoas

15/04/08

A cultura de uma empresa começa nos valores do fundador. A maneira dele ser, a personalidade e as atitudes que toma diante dos desafios - ou mesmo das rotinas, também ajudam a formar essa força invisível que invade o clima de qualquer organização e mexe com o jeito de todo mundo pensar e agir. Na rede de varejo CNR que o MESA DE NEGÓCIOS visitou não é diferente. Cristiano Lanna Vasconcelos e o irmão Victor Lanna, que fundaram a empresa há 40 anos, levaram para o negócio o estilo calmo e mineiro de ser.
Muito simples, Cristiano conta que não coloca lenha na fogueira das vaidades. Gosta de se relacionar com a equipe, e com os gerentes de todas as lojas, de igual para igual, e oferece a todos a oportunidade de crescer na empresa. “Qualquer funcionário que, por competência e comprometimento, queira galgar cargos mais altos, está permitido na empresa”, garante o empresário.

O papel do líder ganhou tanta importância no negócio que Rogério Sotero foi contratado para ocupar o novo cargo de superintendente. Ele atua como um gerente-geral das sete lojas do grupo. É papel dele manter contato estreito com os donos e informar os coordenadores de cada loja e de cada setor, sobre as novas metas e táticas que serão usadas para alcançá-las. Ele conta que o segredo para manter a harmonia e todos estarem comprometidos com a metas é estar sempre perto da equipe. “É se envolver nos problemas, agir junto com os funcionários, rir com eles, se for o caso, chorar com eles também. Ser firme nas metas e atitudes para conquistar admiração e respeito das pessoas. Elas precisam entender que a pessoa que está no comando está tão disposta quanto elas”, garante.

Claro que isso não evita o conflito entre integrantes da equipe. Mas, como o juiz desses desentendimentos, quase sempre é o Rogério, ele adotou uma filosofia: “Tranqüilidade para entender as partes envolvidas, escutar as pessoas e atuar no problema com decisão”, afirma.

Transformar o incidente em oportunidade. Essa é outra regra que o executivo adotou. Ouvir a equipe, mas sem se esquecer de tomar as decisões certas que possam evitar, é claro, novos conflitos. “Tem que andar com a razão e a emoção. A razão norteia e a emoção contagia”.

Todo esse esforço vale a pena pelos dois principais clientes do negócio: o consumidor e o funcionário. Enquanto um garante o faturamento, o outro é que coloca a máquina pra funcionar. E para tirar partido da diversidade natural de idéias e crenças que existe dentro da equipe, Sotero aprendeu a estimular os funcionários a falar. Falar sobre o que acham que está bom, sobre o que pode melhorar e também sobre as idéias inéditas, seja na função de criador ou de crítico. “Eu sou muito aberto a crítica. Eu digo a eles que não sou o dono da verdade. E no varejo nada é irreversível, porque estamos num mercado elástico, temos que nos adaptar o tempo todo. Então eu tenho que saber porque um funcionário discordou. Se o comentário dele for assertivo, sou tranqüilo para valorizar o que um colega falou em detrimento da minha opinião”, afirma.

Líder que é líder tem que estar pronto para mudar de idéia e para costurar novos sentidos para as experiências que vão surgindo, mesmo para aquelas desastrosas. E para saber fazer do conflito um instrumento de evolução, o líder tem que caprichar na análise e nas decisões. Pode, até, ter que lançar mão do talento de um Carlos Drummond de Andrade para dar tom de prosa em uma bronca inevitável. “Você pode dizer o que quiser para qualquer pessoa. O que determina se ela vai receber bem ou mal o que você está dizendo são as palavras”, acredita Sotero.

Justiça seja feita, nem toda doença tem cura. E quando o conflito não tem remédio, remediado está, diriam nossos avós. Às vezes, a demissão pode ser a única saída. Se o funcionário for mal humorado, então... Abrir as portas para ele ir embora pode ser a salvação de quem fica. E Rogério Sotero fez isso há pouco tempo com vendedores que, apesar de serem bons pra vender, atrapalhavam a harmonia do resto da loja. Ao contrário do que se imaginava, demitir esses “talentos da venda” não atrapalhou o caixa da empresa. “Alem de ter devolvido a harmonia ao ambiente daquela unidade, contribuiu para que ela crescesse, chegando a atingir metas de ate 30% em relação a períodos anteriores”, relata.

Como a cultura de uma empresa vem mesmo é do fundador, Cristiano Lanna falou sobre qual destino ele acha que devem ter aquelas ervas daninhas que, vez por outra, aparecem na organização. “É preciso manter a calma, procurar conversar, entender, e de repente a pessoa acaba acalmando. Funcionário mal humorado a gente tenta corrigir, mas hoje a própria equipe acaba expurgando a pessoa que não tem jeito, mas a gente procura tentar salvá-lo”, conclui o empresário.

Fotos: Mariana Neto

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