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Marketing Pessoal

Inácia Soares, jornalista

MARKETING PESSOAL

Não adiantar ser, se você não parecer que é

(*) Por Inácia Soares

Outro dia eu conheci a gerente de uma empresa da área financeira que estava chateada por ter perdido uma promoção. Uma colega com menos experiência de empresa e de mercado teria sido escolhida no lugar dela. Foi injusto? Perguntei a ela. Claro que sim, respondeu com certa dúvida, mas já anunciando total convicção de que iria trabalhar um pouco menos daí pra frente, já que não havia sido reconhecida pela direção da empresa. Nos minutos que se seguiram, fiz algumas perguntas a ela e as estendo a você para que também reflita sobre a sua carreira.

A primeira reação que temos quando não somos escolhidos para realizar tarefas importantes é achar que faltou competência a quem analisou a questão. Fácil e simples assim. Nada melhor que nos isentar de responsabilidade, jogando os erros sobre as costas dos outros. Pense comigo. Um gestor não vai escolher uma pessoa menos capacitada para uma função tendo um profissional muito melhor ao alcance das mãos. Você também pode pensar que o gestor escolheria mal apenas pra prejudicar a empresa ou o profissional que foi deixado de lado. Mas eu lhe digo: ninguém quer ser conhecido como aquele que erra de propósito. Das duas uma: ou você não foi promovido por não ter as qualidades necessárias para a nova função, ou até tinha, mas havia alguém com mais qualidades que você, ou que aparentava te-las.

Em Marketing Pessoal dizemos que não basta você ser, você precisa parecer que é. O que isso significa? Significa que de boas intenções o inferno está cheio. Não basta você ter a intenção de ser o melhor, você precisa mostrar que é. Não basta você ser uma pessoa de rara inteligência ou de habilidades negociais incríveis, você precisa mostrar que é. A gerente que foi preterida na promoção, realmente, tinha mais experiência e mais conhecimento que a colega, mas a postura que adotava no trabalho não revelava esses diferenciais. Pelo contrário, revelava ser uma pessoa apressada, pouco atenciosa nos processos mais delicados e que não sabia se vestir à altura da função de gerente-regional, cargo que perdeu para a colega.

O jeito de falar, de andar, de se vestir, de interagir com os colegas e clientes... Tudo isso conta a nosso favor, ou contra nós. As pessoas que atraímos, que repelimos, os colegas que nos convidam para o happy-hour da sexta-feira ou para a festa de aniversário enxergam em nós tudo o que somos, ainda que nem desconfiemos disso. O problema surge quando temos algumas qualidades guardadas, que os mais próximos a nós até reconhecem, mas não conseguimos revelá-las ao mundo adotando as atitudes corretas.

O Marketing Pessoal tem ferramentas úteis para todo profissional. Primeiro por se firmar sobre cinco pilares estratégicos para o desenvolvimento de qualquer carreira e, segundo, porque mostra um caminho prático a seguir. O primeiro pilar é a aparência. Vestir-se de acordo com as suas intenções é a melhor saída. Se você quer ser diretor, mas se veste como um Office-boy, acha que será o escolhido quando a hora chegar?

O segundo pilar é o comportamento. Se você é uma pessoa azeda, daquelas que reclama de tudo e que só vê o lado negativo das coisas, não pode achar ruim se for esquecida pelos amigos no dia do aniversário. Quem quer ficar perto de gente chata?  Ou tem ainda aquelas pessoas que são a alegria em pessoa, que dão gargalhada para tudo, mas que nunca sabem a melhor hora de mostrar essas habilidades. Essas pessoas também perdem pontos e oportunidades. Naquelas situações que exijam mais seriedade e concentração, ninguém se lembrará delas. Pendurar uma melancia no pescoço também não vai lhe ajudar a ser percebido como um profissional capaz. Aparecer, sim, mas na hora certa e do jeito certo.

O terceiro pilar do marketing Pessoal é o conhecimento. Achar que sabe tudo, nunca é uma boa postura. Bancar o humilde, que sempre passa a vez para os mais sábios, também não ajuda. É preciso ter equilíbrio nessa questão. Estudar continuamente. Observar todo o tempo e aprender até sem perguntar. Comparar as contribuições que você tem dado à empresa com seus melhores colegas, e, se possível, com profissionais de outras empresas, ainda mais competitivas que a sua. As experiências e o conhecimento que lhe trouxeram até aqui, poderão lhe deixar na mão na primeira esquina. A razão é simples. Estando em um mundo em que o volume de informações disponíveis triplica a cada seis meses é impossível saber tudo, mas também não dá para não saber nada.

O quarto pilar do Marketing Pessoal é a rede de relacionamentos. Todos nós temos centenas de boas oportunidades de ampliar a agenda ao longo da vida, mas desperdiçamos a maior parte delas. Desde a turma do primeiro ano do ensino fundamental, até a faculdade, conhecemos e nos relacionamos com uma infinidade de pessoas. Agora, olhe seu celular e veja quantos nomes restaram. Poucos, ou nenhum. E as pessoas que nos foram apresentadas nas festas de casamento de nossos amigos, nos batizados dos sobrinhos, mas bodas dos nossos avós? Duraram tanto quanto a festa.

A capacidade de se comunicar é o quinto e último pilar do Marketing Pessoal. Eu conheço pessoas que não são as maiores entendidas de sua área de atuação, que não se vestem com elegância, que nem sabem respeitar as regras de etiqueta em um jantar de negócios e muito menos que têm uma agenda invejável, mas que sabem se comunicar muito bem e que fazem novos amigos aonde vão. Se você puder praticar um pouco dos cinco pilares, já será um profissional de destaque. Se você se esmerar a desenvolver pelo menos dois pilares de forma acentuada, irá colocar no chinelo seus concorrentes mais capacitados. Dominando de três pilares para mais, a sua carreira será imbatível! Pense, repense e tome a atitudes que faltam para você se tornar o sucesso que já sonha em ser.


Inácia Soares é jornalista e apresentadora do programa Mesa de Negócios, o mais antigo da TV mineira, exibido pela TV Horizonte.

 
 
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