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A força do sorriso

Rubia Mesquita, apresentadora

A FORÇA DO SORRISO

A simpatia remove montanhas de problemas nos relacionamentos

23/12/08

Rir faz bem para a alma. Os efeitos colaterais do sorriso são ainda melhores. Quando entramos em uma loja e recebemos o sorriso do vendedor, já nos sentimos mais à vontade para ver os produtos. Quando precisamos recorrer a algum tratamento médico e nos deparamos com um enfermeiro sorridente, é como um bálsamo que alivia a dor.

Já aconteceu de você chegar em uma loja furioso para reclamar de algum problema que o produto ou o serviço lhe causaram e você foi recebido por uma atende sorridente, atitude que diminuiu a sua raiva e o problema tornou-se bem menor? Será que é possível ensinar uma pessoa a ser simpática, ou isso é um dom que, ou nascemos com ele ou não dá para adquirir depois? O debate dessa edição foi especial sobre este assunto. Tivemos três convidadas super simpáticas: Rúbia Mesquita, apresentadora TV Horizonte, comandando o programa infantil TVX,
Luzinalva Aguiar e Solange Mascarenhas – ambas formadas em Relações Públicas.
Para completar esse grupo, tivemos também a presença do psicólogo e consultor de empresas Milton de Oliveira.

Começamos o debate com Rúbia Mesquita. Para ela, a simpatia vem, primeiramente, da família. “Meus pais sempre tiveram a preocupação de me ensinar a ser agradável com as pessoas”. Mas ela garante que um segredo ajuda a sorrir mais: gostar do que faz. “Esse prazer em fazer o que gostamos, em trabalhar com o que nos dá alegria, isso transborda. E, no meu caso, eu transbordo sorrindo”, conta.

Assim como a apresentadora de TV, Solange Mascarenhas parece que nasceu com um sorriso no rosto. Para quem acha que viver de cara boa é difícil, ela discorda: “É fácil sorrir, vem de dentro. É gostoso quando você oferece um sorriso a alguém, e eu vivo minha vida assim, sorrindo”, explica.

Tanta simpatia também vem da Relações Públicas, Luzinalva Alves. “Às vezes, as pessoas me perguntam se eu não tenho problema. Mas eu sou igual a todos. Porém, gosto de ser simpática e isso, para mim, é um dom”, garante.

Quem dera se fosse possível ensinar as pessoas a serem mais simpáticas. Simpatia não se ensina em sala de aula, mas é aprendida ao longo da vida, afirma Milton de Oliveira. Mas ele alerta: apesar disso, é possível aprender a sorrir! E o sorriso causa vários impactos.

Como apresentadora de programa infantil, em cada programa, as crianças esperam essa alegria de Rúbia. Quem a conhece, reconhece que ela é assim em qualquer lugar e com qualquer pessoa. Sorri o tempo todo e acha graça de tudo. Espontaneidade esta que, para alguns, incomoda. “Minha irmã fala que sou irritante de manhã. Ela é muito mal humorada e eu já acordo super bem humorada, dando um belo bom dia”, comenta.

Já Solange se deixa levar pelo mal humor em um ou outro início de dia. “Minha filha, quando acorda e vê que não estou sorrindo, até fala: nem vou chegar perto de você hoje”, ri.

Apesar de parecer fácil sorrir, para muitas pessoas isso se torna um grande desafio. Em casa, Luzinalva tem a prova. A filha mais nova é bastante alegre e sorridente. Já a mais velha garante que é muito difícil sorrir. “Eu sempre converso com ela, digo que ela precisa se soltar mais, sorrir mais, mas ela acha difícil demais. Então, creio que seja mesmo, para quem não tem esse costume”, diz.

Segundo Milton, o comportamento humano é tão complexo que não há como explicar como duas crianças que cresceram juntas são tão diferentes. “É provável que as duas viveram instantes completamente diferentes. Quando a primeira filha nasceu, era só ela na casa. Com a segunda filha, os pais já estavam em outro momento, com outras experiências, e havia já uma criança dentro de casa. Então elas cresceram em ambientes iguais, mas momentos diferentes”, comenta o consultor. Ele afirmou ainda que não há uma pré-disposição genética para ser mais simpático e sorridente, ou não.

Um dos pontos colocados durante o debate foi a simpatia andando bem próxima à hipocrisia. Segundo Milton, as crianças percebem com facilidade quando uma se mistura à outra. Ele explica: “ela não vive na cabeça, vive no sentimento. Por isso, é mais difícil mentir para uma criança”.

Rúbia que confirme. Todos os dias tem contato com dezenas de crianças, e ela concorda. “O sorriso te abre portas, e uma criança, quando não gosta de você, ela não gosta, ela percebe quando você tem um sentimento autêntico por ela”.

Aqui vai uma observação, as pessoas não sorriem apenas com a boca, mas com um olhar, que cativa. Baseado nesse comentário, Milton se lembrou de um artigo que leu em um livro famoso, sobre pacientes psicóticos que, quando assistiam políticos falando, morriam de rir. “Eles percebiam que era mentira, porque entre a expressão facial e o que ele falava não havia ligação”.

Pedimos às três profissionais que se lembrassem de uma situação em que conseguiram dar um rumo positivo exatamente porque sorriram, foram simpáticas e tomaram a iniciativa de respeitar o outro.

Luzinalva sempre trabalhou em pessoas e garante que lidar com elas não é nada fácil. Sorrir, além de lhe dar prazer, é uma estratégia para contornar alguns problemas. “Lembro-me de quando trabalhei em um supermercado, que a cliente chegou nervosa, pois a compra de perecíveis que ela havia comprado há mais de cinco horas, e que ficara no carro por todo esse período, estragou. Ela foi ao supermercado, furiosa por isso ter acontecido. Ela chegou ao gerente, que logo me passou o problema. Para começar, eu a cumprimentei pelo nome de forma bastante simpática. Na hora, ela se surpreendeu por eu lembrar o nome dela. Ali eu já quebrei um pouco aquela tensão. Perguntei como eu poderia ser útil. Então ela elogiou minha roupa e fui criando um espaço para explicar que o problema não era nosso, mas dela, que permaneceu com o alimento perecível no carro por mais tempo que ele poderia aguentar. O tempo todo fui simpática, mas mostrando que houve falha dela. E tudo se resolveu”.

Quando uma pessoa se aproxima da outra, isso significa desejar estar com ela. É se aproximar sem medo, independente dela estar nervosa ou não. Nessas horas, Solange diz que costuma agir mais com a intuição. “Eu chego perto, porque eu quero ajudar. E é gratificante ver que você conseguiu resolver o problema da pessoa. Eu gosto muito de ajudar, então para mim essa aproximação é natural. Fico frustrada quando não consigo”, revela.

Apesar se sorrir fazer bem para a alma e abrir portas, tanta simpatia também pode ser mal interpretada. Luzinalva, por exemplo, foi mal entendida em um contato telefônico. “Eu costumo falar com as pessoas com gestos carinhosos, mesmo com quem eu não conheço. Em uma ligação, percebi que a pessoa que me atendeu estava completamente o oposto de mim – mal humorada. No dizer a palavra ‘querida’, ela pediu que eu parasse de ser irônica. Ou seja, o meu ‘querida’ soou como ironia”. Para Milton, é uma reação comum. “Invadir a minha privacidade, me chamando de querida, amor, eu mal te conheço!”, explica.

Com a apresentadora Rúbia, as desconfianças também existem. Ela contou que, às vezes, as pessoas que não a conhecem acham que ela sorri demais. “Mas eu sou assim, eu gosto de sorrir”, afirma.

Solange retomou a história de Luzinalva e lembrou que, se o contato tivesse feito pessoalmente, esse desentendimento possivelmente não existira. “Porque você demonstra simpatia no olhar”. E, pra ela, pessoalmente ainda é melhor, pois é possível controlar o próprio modo de ser até que se perceba que o outro está à vontade com você, levando-a até mesmo a sorrir.

Tem muitas pessoas que sorriem tão espontaneamente, que se torna difícil se irritar com elas. E, pessoas como as profissionais que estiveram em estúdio nessa edição tem que estar na linha de frente. Ter o contato com o público para não privá-las pessoas de ter esse contato com a simpatia. Ou seja, as empresas precisam disso. Milton lembrou que as empresas de grande sucesso são empresas alegres. “Quantos executivos de alta categoria eu conheci, todos sorridentes, alegres, e sempre tomando as decisões necessárias”.

Rúbia concordou. Para ela, o fato de ser simpática o tempo todo, sorridente e alegre não significa falta de profissionalismo. Muito pelo contrário, ela garante que isso contagia e se consegue ter uma equipe também feliz e profissional andando junto. “As pessoas acham que você é boazinha, mas não é isso. Você pode ser profissional, exigir das pessoas, fazer as coisas certas e sorrir”.

Contagia a equipe, e também o cliente. Quando Solange trabalhou em uma empresa de telemarketing, ela tinha metas a cumprir. Um dos clientes para o qual outro profissional sempre ligava já se irritava a cada ligação. Mas quando Solange assumiu o contato, tudo mudou! “Esse cliente era bem sério sempre. E quando comecei a ligar para ele, e com uma forma diferente de dar um bom dia, ele passou a me ligar todos os dias, apenas para ouvir o meu bom dia e saber quanto faltava para eu bater minha meta. Isso foi impressionante”.

Depois de uma aula de simpatia com essas três profissionais e com as intervenções de Milton de Oliveira, restou a elas apenas deixar dicas para os telespectadores que querem se tornar mais simpáticos neste ano que está apenas começando. “Comece o dia com um bom dia cheio de energia! Isso ajuda”, sugere Rúbia. “Tenha força de vontade”, diz Luzinalva. “Acima de tudo, ame a vida, ame o que faz. Por mais dura que a vida seja, ame-a”, conclui Solange.

Foto: Mariana Neto

 
 
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